terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Os três J's

Ele é um adolescente como muitos. Tem 15 anos, mora em Mogi das Cruzes, é inteligente, comunicativo, antenado com a tecnologia, gosta de futebol e de Carnaval. Como alguns, tem um irmão chamado Johnny. Como poucos, tem um nome incomum. Como raros, é alguém sem ascendência nipônica que ganhou um nome japonês. Como só ele, personifica uma homenagem que cala fundo na minha alma. Chama-se Junji Antunes de Almeida Lopes. 

Junji é filho de Alessandra Antunes de Almeida e de João Soares Lopes. Nasceu no dia da Independência do Brasil de 2001. Era o ano de estreia da minha primeira gestão como prefeito de Mogi das Cruzes. O que muita gente não sabe sobre a história singular do adolescente é o tanto de vida pulsante na relação entre mim e seu pai. João é meu amigo-irmão, meu parceiro de jornada, companheiro de todas as horas, fiel escudeiro, meu anjo negro, como costumo dizer pelo que ele representa na minha própria história e em alusão a sua ascendência africana. 

João trabalha comigo há 25 anos. Só por isso já mereceria o Nobel da Paz. Quem me conhece sabe o quanto sou exigente, minucioso, perfeccionista e tudo mais que define uma pessoa difícil de lidar. Era pior ainda ¼ de século atrás. Ele entrou na minha história em 1995 para ser motorista na equipe do meu gabinete na Assembleia Legislativa de São Paulo. Exercia o segundo mandato como deputado estadual. De cara, gostei do rapaz simples e alto astral, com sorriso largo e sempre solícito. De quebra, tinha na bagagem a experiência de haver desempenhado a mesma função para o ex-governador paulista Paulo Egydio Martins. 

O que ninguém imaginava era a proximidade que se instalaria entre nós. Juntos, percorremos cerca de 500 cidades do Estado, ao longo dos seis dos dez anos em que atuei como deputado estadual. Essas viagens eram corriqueiras por conta da minha estreita relação com a agricultura. De Presidente Prudente a Votuporanga, de Ribeirão Preto a Tupi Paulista, lá íamos nós por estradas boas e ruins, sob sol ou tempestade. Dificilmente, ficávamos em hotéis. Quase sempre, éramos hospedados na casa de amigos. 

Embora João seja de um profissionalismo irretocável, nossa relação nunca ficou restrita a de patrão e funcionário. Em pouco tempo, ele já havia sido acolhido como membro da minha família. É amado, indistintamente, por todos. Desde a Elza até os meus netos. João é assim. Impossível não amá-lo! Encerramos o ciclo no Legislativo paulista. Ele continuou como meu motorista na Prefeitura e ainda é. Lá, tinha a missão adicional de identificar problemas, como buracos e vazamentos de água ou esgoto. Como dirigia e não podia anotar, gravava aquilo que constatava. Os áudios eram encaminhados para providências dos setores responsáveis. Ele fazia isso não como encargo, mas com o prazer de quem ajuda o amigo a administrar melhor a Cidade.

Foi o João quem me brindou com um dos momentos mais comoventes dos meus 76 anos de vida. Já o havia parabenizado pela chegada do filho. Ele não me contou nada. Mais tarde, entrou na minha sala trazendo a certidão de nascimento. Quando vi o nome do registro, não contive as lágrimas. Até hoje não encontro palavras para agradecer ao João e à Alessandra. Só pessoas muito, muito especiais, têm a grandeza de espírito para uma homenagem tão valiosa!

Se o meu nome fosse menos incomum ou, pelo menos, não fosse nipônico, seria mais fácil. Fato é que me sinto honrado ao extremo com meu jovem xará. Ele representa um manifesto de amizade e de amor. Um dia, espero ser digno de tamanha consideração! 

Escrevo essa linda história como testemunho de que os anjos existem. E eles podem estar bem mais próximos do que se imagina. Neste ano que se inicia, desejo que vocês também encontrem, reconheçam e valorizem seus anjos. São eles que nos amparam, nos protegem, nos defendem e nos guiam também nos momentos mais difíceis. São eles que nos estendem a mão quando outras se esconderam. São eles que nos acendem a luz quando todas as outras se apagaram. São eles que entoam uma canção quando o mundo se cala. São eles que dizem presente quando tudo é ausência. São eles a prova cotidiana do amor de Deus por nós. João é um dos meus anjos. Juntos, somos os três J’s: João, o pai; Junji, o filho; e Junji eu.
"Juntos, somos os três J’s: João, o pai; Junji, o filho; e Junji eu."

Junji Abe é líder rural, foi deputado federal pelo PSD-SP (fev/2011-jan/2015) e prefeito de Mogi das Cruzes (2001-2008)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O Natal é você

“Natal é você quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.

O pinheiro de Natal é você quando, com sua força, resiste aos ventos e dificuldades da vida.

Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.

Você é o sino de Natal quando chama, congrega, reúne.

A luz de Natal é você quando, com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade, consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.

Você é o anjo do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor.

A estrela-guia do Natal é você quando consegue levar alguém ao encontro do Senhor.

Você será os Reis Magos quando conseguir dar, de presente, o melhor de si, indistintamente, a todos.

A música de Natal é você quando consegue também sua harmonia interior.

O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.

O cartão de Natal é você quando a bondade está escrita no gesto de amor de suas mãos.

Você será os ‘votos de Feliz Natal’ quando perdoar, restabelecendo de novo,a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.

A ceia de Natal é você quando sacia de pão e esperança qualquer carente ao seu lado.

Você é a noite de Natal quando consciente, humilde, longe de ruídos e de grandes celebrações, em silêncio, recebe o Salvador do Mundo.”

Com trechos dessa mensagem do Papa Francisco, compartilho o sentimento de festejar de verdade o Menino Deus. É tempo de refletir, de agradecer, de perdoar e de orar. Façamos uma corrente de preces pela paz mundial, pelo futuro do planeta, pelo fim das desigualdades sociais, pela união da família, pelo resgate do ser humano como gente do bem. 

Em meio às luzes dos piscas e ceias fartas, lembremo-nos daqueles que sequer tem um pedaço de pão para comer. Estão distantes das bolas coloridas e dos presentes. Peçamos a Deus alívio para as dores dos que sofrem, alimentos para quem tem fome, abrigo para os sem-teto, conforto espiritual para os desconsolados, paciência para os afoitos, equilíbrio para os radicais, fé para os incrédulos e bondade na alma de gente ruim. 

"Que o Criador nos conduza na divina jornada da vida e nos ensine a
praticar as lições de Jesus de viver bem e agir melhor."
Sejamos, cada um de nós, o verdadeiro Natal. Façamos neste mundo o que viemos fazer, sem desvios nem quedas. Que tenhamos amor e solidariedade de sobra para acalentar dores e frustrações. Acima de tudo, que o Criador nos conduza na divina jornada da vida e nos ensine a praticar as lições de Jesus de viver bem e agir melhor. Com toda fé, amor, paz e gratidão! Assim, o Menino Deus renascerá sempre em cada um. Feliz Natal!

Junji Abe é líder rural, foi deputado federal pelo PSD-SP (fev/2011-jan/2015) e prefeito de Mogi das Cruzes (2001-2008)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Antes de o sol raiar

"Quando se conserva a alma jovem, a idade não pesa.
Ela só agrega conhecimento, experiência e compreensão."
Nasci de parto natural pelas mãos da parteira de quem memorizei o sobrenome: dona Suenaga. Foi no dia 15 de dezembro de 1940. Era um menino franzino e não teria sobrevivido, se não fosse o leite de vaca trazido diariamente para complementar o leite materno. O produto vinha num caminhão que transportava toras de madeira da Fazenda de Adelino Torquato, amigo dos meus pais, para a área central de Mogi das Cruzes. Esta propriedade ficava no Bairro do Tapanhaú, a cerca de 30 quilômetros do centro urbano. Onde a gente morava, em Biritiba Ussu, já era considerado sertão. Tapanhaú era uma espécie de fim do mundo por causa da distância.

Ao lado de quatro irmãos – Hatue, Hidekazu, Shizuyo e Hissae –, nasci e cresci no campo. Como outros meninos, joguei futebol, empinei pipa, brinquei de bolinha de gude, fiz arte, levei bronca, sempre gostei de chocolate e de caqui. Como todo menino que vive na roça, aprendi a acordar com o canto do galo. Como muitos, ajudei a família na plantação de verduras, legumes e frutas. Na época, energia elétrica era coisa do futuro em Biritiba Ussu, assim como em tantas outras localidades periféricas da Cidade. Quando caía a noite, encerrando mais um dia de tarefas na escola e na lavoura, começava um curto, porém, proveitoso período de lazer. À luz de velas ou de um lampião, debruçávamos sobre um livro sorvendo as palavras, alinhavando as histórias, embarcando na magia proporcionada pela leitura, prazer que cultivo desde menino.

Se nem eletricidade havia, telefone era obra de ficção. Hoje, vejo maravilhado os avanços da tecnologia. Computador e suas variações, celular, internet, wifi... A gente tem o mundo na palma da mão. As informações chegam em tempo real. A comunicação é ágil. Jamais imaginaria tudo isso enquanto criança. Adoro os benefícios do mundo cibernético!

Sob o condão das redes sociais, tive recentemente a felicidade de reencontrar dona Mariquinha. Ela está com 104 anos de idade, tem uma memória prodigiosa e impecável lucidez. Dona Maria de Jesus Siqueira, a Vovó Mariquinha, carregou no colo o menino que fui e ajudou a lidar com aquele moleque travesso. Era o braço direito da mamãe Fumica, grávida do bebê a chegar, que se desdobrava para cuidar da Hatue, 7 anos, do Hidekasu, 5, de mim, com 3, de Shizuyo, de 1 ano, além dos muitos afazeres na casa de 12 pessoas e do trabalho pesado na roça. Assim, dona Mariquinha entrou em nossa família e se instalou em nossos corações. 

Ao completar 76 anos de idade, dirijo-me a Deus com uma imensa bagagem de gratidão. Não tenho palavras para traduzir o quanto sou grato pela família formidável, ancorada na Elza, minha maravilhosa esposa, companheira de todo dia. Discreta sim, mas, verdadeira guerreira e legítima responsável pelo incomparável clã que constituímos, com muito amor, nos 40 anos de sólida união. Também me faltam meios de agradecer pelos amigos verdadeiros e pelo contínuo aprendizado. Vejo o tempo como um fiel aliado. Olho para trás e percebo o quanto os anos me fizeram bem. Não apenas pelas pessoas maravilhosas que cativei e cultivo a cada dia, mas também, pelas transformações que ajudaram a processar em mim mesmo. 

Ganhei mais, muito mais paciência. E redobrei minha capacidade de compreensão dos outros e da vida. Ficou para trás aquele jovem irritadiço que explodia por pouco e cobrava sempre demais. De quem estava por perto e de si mesmo. Ele aprendeu a lidar com seu perfeccionismo respeitando o ritmo das pessoas. Passou a valorizar características preciosas que, antes, sequer enxergava de tão obcecado que estava em atingir as metas traçadas. O mundo fica melhor e mais belo quando a gente se permite ver mais do que o agora. 

Isso não quer dizer perder o entusiasmo nem a identidade. Isso significa controlar o ímpeto e depositar energia no entendimento. É uma das dádivas do tempo. A gente ouve mais, fala menos e interage melhor. É verdade que a idade traz algumas limitações. Para mim, entretanto, os obstáculos trazidos são minúsculos. Sempre procurei cuidar bem do corpo e da mente. Talvez, minha dieta rica em hortaliças e frutas, seguida desde criança, seja meu pote de ouro conquistado antes do fim do arco-íris. A vida me tem sido generosa.

Se me permitem uma sugestão, não tenham medo de envelhecer. Rugas não ofuscam os tesouros que só um veterano consegue encontrar. O mais fantástico é que eles estão dentro da gente. Quando se conserva a alma jovem, a idade não pesa. Ela só agrega conhecimento, experiência e compreensão. 

Começo um novo ano com a determinação de fazer dele um período ainda melhor e mais produtivo. Que o Senhor me permita ter sempre novos desafios, porque eles alimentam minha alma. E que, acima de tudo, mantenha o meu privilégio de ter ao meu lado tantos seres especiais – humanos ou não – que são a razão para acordar todos os dias antes de o sol raiar.

Junji Abe é líder rural, foi deputado federal pelo PSD-SP (fev/2011-jan/2015) e prefeito de Mogi das Cruzes (2001-2008)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Derrubando muralhas

A falta de segurança sempre desponta entre as questões que concentram o maior clamor popular por resolução. Não bastassem as incontroláveis ações do poderoso crime organizado, encastelado na cadeia produtiva das drogas, para piorar, a violência aumenta quanto maior é a crise econômica. A horda de marginais inclui os desocupados que vandalizam bens públicos e privados, acarretando mais um bocado de prejuízos materiais e sociais. É assim quando invadem e destroem escolas ou postos de saúde, por exemplo. As notícias dos malfeitos estão aí e, infelizmente, viraram rotina. 

"O combate à violência exige a conjugação de esforços
do poder público, nas três esferas, e da sociedade."
Em Mogi das Cruzes, não é diferente. O que mudou foi a maneira de lidar com o problema. Por muito tempo, os prefeitos se esconderam sob o argumento de que a segurança pública cabe ao governo estadual. De fato, é uma atribuição de competência do Estado. Mas, não implica exclusividade. O combate à violência exige a conjugação de esforços do poder público, nas três esferas, e da sociedade. 

Assim que assumimos a Prefeitura, em 2001, tínhamos cristalino o preceito de combater a violência trabalhando com duas frentes básicas e simultâneas: programas sociais e segurança pública. A primeira abrangia políticas ativas de inclusão social pautadas pela valorização do ser humano, incentivo à cidadania, estímulo à cultura e aos esportes, geração de emprego e renda, reinserção no mercado de trabalho, assistência social e reintegração à sociedade. Esse trabalho instituiu uma rede de proteção, tratamento e apoio às pessoas de todas as idades, em risco de exclusão social. 

A segunda frente incluiu uma série de investimentos. Numa iniciativa inédita na história da Cidade, criamos a Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp), com 34 câmeras de monitoramento (amplitude de 360 graus) e outras mais de 60 fixas em escolas e unidades de saúde. Os equipamentos passaram a operar em locais estratégicos e contribuem de forma decisiva para reduzir a criminalidade. Seja inibindo a ação dos bandidos, seja possibilitando sua identificação, captura e punição. 

O videomonitoramento deu tão certo que se transformou no principal instrumento de segurança na Cidade, a partir da atuação integrada entre os profissionais da Ciemp e os das polícias. Não por menos, a população reivindica o contínuo aumento do número de câmeras para inibir todo tipo de crime, inclusive o vandalismo. O poder público precisa e muito lançar mão das novas tecnologias que tragam benefícios sociais, assim como incorporar programas solidários de prevenção à violência, desenvolvidos em parceria com o setor privado.

Antes da Ciemp, já havíamos inovado com a criação da Guarda Municipal, dotada de guarnição motorizada (viaturas e motos), além da central de alarmes que reforçou a vigilância dos prédios públicos – principalmente, escolas e postos de saúde – e da implantação do Sistema Infocrim (Sistema de Informações Criminais), em convênio com o Estado, que mapeia as ocorrências policiais gerando informações para otimizar programas já existentes e adotar outras ações preventivas. 

Houve mais medidas importantes no conjunto de ações para combater a violência. No campo de obras e serviços, a Prefeitura investiu pesado em iluminação pública para eliminar milhares de pontos escuros. Já a implantação da Lei Seca, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas após a meia-noite, teve repercussão direta na expressiva redução de crimes – homicídio, sequestro, tráfico de drogas, lesão corporal e embriaguez ao volante, entre outros – como comprovam estatísticas policiais. Em especial, contribuiu para diminuir a incidência de conflitos domésticos ocasionados pelo consumo abusivo de álcool. 

Paralelamente às iniciativas próprias, a Prefeitura também aplicou recursos para melhorar as condições de trabalho da Polícia. Respondeu, por exemplo, pelas novas instalações da Delegacia de Defesa da Mulher, no Parque Monte Líbano. O prédio, de 400 metros quadrados construídos, fica a menos de uma quadra do Instituto Médico Legal (IML), encurtando a distância que as vítimas têm de percorrer para realizar os exames indispensáveis à investigação. A reestruturação aprimorou o atendimento às mulheres que recorrem à DDM já enfrentando um sofrimento descomunal. 

Ainda no âmbito de intervenções estruturais, a Prefeitura atuou em parceria com o governo do Estado para a implantação do Comando de Policiamento de Área Metropolitano 12 (CPAM-12) e da Delegacia do Idoso. Também viabilizou a transferência da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) para o prédio do 1º Distrito Policial, reformou as instalações do Garra, executou as reformas e responde pela manutenção dos Distritos Policiais de Braz Cubas, Jundiapeba, César de Souza e do 1º DP, assim como da sede da Delegacia Seccional.

Elevar a qualidade do serviço prestado pela Polícia é uma tarefa que também passa pela valorização dos profissionais. Por meio de lei municipal, estendemos a gratificação mensal, paga pela Prefeitura, para todo o efetivo das Polícias Militar (inclusive bombeiro, rodoviário e ambiental) e Civil. É o pró-labore, antes restrito aos PMs. O Município também custeia locação de prédios, energia elétrica, telefones, combustível e manutenção de viaturas dos órgãos de segurança.

As justas reivindicações do povo mogiano confirmam a necessidade de conjugação de esforços do poder público e da sociedade estabelecendo as diretrizes de uma nova postura do Município em relação à segurança pública. Em que pese o policiamento ostensivo e repressivo ser uma obrigação do Estado, a Prefeitura não pode e nem deve se furtar da responsabilidade de atuar na prevenção da violência. Foi assim que a população deu a ordem geral para a derrubada da muralha de atribuições em prol do interesse comum. 

Todas essas iniciativas foram cultivadas, aperfeiçoadas e ampliadas, assim como inspiraram outras grandiosas ações, ao longo das duas gestões do meu sucessor Marco Bertaiolli (PSD). E é assim que deve ser. Nada é tão bom que não possa ser melhorado. Ao mesmo tempo, o bom gestor público prende-se a resultados, nunca a personalidades nem coloração partidária. Portanto, minha expectativa é de que o trabalho continue evoluindo a partir de 2017, na administração do prefeito Marcus Melo (PSDB). 

Fique claro ainda que o bem-estar coletivo extrapola os limites dos espaços públicos para semear o convívio harmonioso nos lares. É preciso cultivar esse conceito em cada indivíduo. E fazer acontecer. A mulher tem o dom e a sensibilidade para arregimentar a integração familiar porque sabe, por instinto, proteger os filhos, maior patrimônio de um casal. Só precisa receber atenção, informação e ajuda para cumprir sua missão. Aí reside o dever das políticas públicas. Assim, de ponto a ponto, de lar em lar, a sociedade evoluirá em qualidade de convívio, com sensação de segurança e segurança de verdade. 

Junji Abe é líder rural, foi deputado federal pelo PSD-SP (fev/2011-jan/2015) e prefeito de Mogi das Cruzes (2001-2008)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Foco e fé

Num passado recente, esta época do ano costumava ser uma espécie de salvaguarda para quem estava desempregado. Bastava percorrer o centro comercial para conseguir uma das muitas vagas de trabalho temporário oferecidas pela maciça maioria das lojas. Quase todas traziam cartazes anunciando contratações para o período de Natal. Não eram empregos com carteira assinada. Mas, pelo menos, serviam para trazer um alento financeiro no derradeiro mês do ano. Quem se destacava ao fazer o “bico” ainda tinha a oportunidade de ser efetivado. Igual procedimento valia para muitas atividades no campo. Produtores de flores e frutas, por exemplo, admitiam mão de obra extra para dar conta do expressivo aumento de vendas. Bons tempos... 

O cenário atual é bem diferente. Nada de ofertas de trabalho sazonal, nenhuma chance de socorro de Noel. Sim. É a maior crise econômica em uns 120 anos. Grandes redes de varejo já informavam, em setembro, que não contratariam temporários. Em lojas menores, o contexto é ainda pior. Muitas fecharam as portas. Outras lutam muito para sobreviver. No campo, também não há perspectivas de contratações. Aliás, está mais que difícil manter o atual quadro de funcionários. Falo com a experiência de quem produz flores. E não vai admitir pessoal extra neste ano. Infelizmente.

De agosto a outubro último, a taxa de desemprego foi de 11,8%, a maior da atual pesquisa de emprego, iniciada em 2012. São 12,042 milhões de desempregados no País. É um cenário desesperador. O mais grave, entretanto, está em outro fato apurado pelo IBGE: a desesperança. O desalento por não conseguir uma vaga vem fazendo os brasileiros desistirem da busca. No último ano, 1,462 milhão de pessoas deixaram o mercado de trabalho. Quer dizer que não estavam nem trabalhando e nem procurando emprego. 

O martírio de precisar sustentar a família e não conseguir emprego é uma cruz gigantesca. Detona a mente da pessoa; fere de morte sua alma. Enquanto ela ainda tenta, apesar das frustrações, existe esperança. Pior é quando ela para de tentar. Aí, é o fim. Significa sucumbir. O pavoroso é saber que mais de um 1 milhão de brasileiros já jogaram a toalha. 

Gente, por mais sombrio e gélido que esteja o dia a dia, não se pode perder a fé. É ela que moverá as montanhas, fazendo do improvável algo possível. Ao abrir mão dos sonhos, perde-se a razão da existência. A vida é efêmera. Bons e maus momentos também são passageiros. Desistir não é uma opção. Pode parecer cômodo e até confortável. Não é. Apenas mascara a dor e agrava os problemas. É como querer tratar um câncer tomando analgésico. 

"Faço um apelo para que não desistam. Acima de tudo, foco e fé!"
Quem vive o drama do desemprego, precisa se desdobrar para vencer o desalento. Com fé, vêm o ânimo, as oportunidades e até as boas ideias. Pode ser que o caminho da recuperação não esteja numa contratação no mercado de trabalho. Conheço gente que ficou desempregada e não conseguia trabalho. Mas, fez um dos cursos gratuitos de qualificação profissional oferecidos, por exemplo, pela Prefeitura de Mogi das Cruzes (como parte de um programa que fortalecemos enquanto prefeito e que evolui na atual gestão). Hoje, mantém o próprio negócio. E manda muito bem. 

Apesar das más notícias, especialistas apostam na recuperação gradual da economia e esperada reação do emprego em 2017. As chances existem. Gosto de pensar que, se a gente tem um sonho e luta por ele com todas as forças, o universo conspira para que seja realizado. Ou, como acreditam os cristãos, Deus proverá. Então, faço um apelo para que não desistam. Acima de tudo, foco e fé! 

Junji Abe é líder rural, foi deputado federal pelo PSD-SP (fev/2011-jan/2015) e prefeito de Mogi das Cruzes (2001-2008)

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A força do coletivo

Pode passar o tempo que for, mas o ditado que reza que “a união faz a força” permanece atual e verdadeiro. Como ser social, o humano precisa manter em mente que o sentimento coletivo tem de prevalecer sobre o individual. Se cada um continuar olhando só para o próprio umbigo, nenhuma evolução se processará e as melhorias sociais ficarão cada vez mais distantes. O senso coletivo dá lastro à vida em sociedade. Praticá-lo não significa pasteurização. Ao contrário, é da diversidade que brotam as melhores soluções. Quando se trabalha em conjunto, focando a coletividade, se aprende a respeitar as manifestações diversas e a pluralidade enriquece o conjunto da obra, qualquer que seja ela. 

A sociedade é o retrato vivo de qualquer país. Enquanto adolescente, ainda no ginásio (atual ciclo II do ensino fundamental), aprendi que a palavra vem do latim “societas”. Quer dizer uma associação amistosa com os outros. Está implícito o conceito de que os integrantes dela compartilham interesses ou preocupações mútuas em relação a temas em comum. É o coletivo de cidadãos que, por meio de poderes constituídos, objetivam o bem-estar cívico ou o bem comum. 

"Se os bandidos se juntam para instituir e disseminar o crime
organizado, a sociedade precisa se armar da mesma forma,
depositando esforços e conhecimento num trabalho integrado"
Falar ou escrever é bem bonito. Praticar é que são elas. Nem na maioria das famílias, o companheirismo, a solidariedade e a compreensão são manifestações unânimes entre os membros. Sempre tem um ou uns espaçosos que se guiam por outro ditado: “Venha a nós; ao vosso reino, nada”. Nos meios governamentais, a coisa é ainda mais complicada. Salvo raríssimas exceções, no Brasil, o desempenho coletivo dos diferentes agentes públicos é artigo de luxo. Como consequência, a máquina pública é pesada, demorada e burocrática, sem resultados factíveis e ágeis em benefício do povo. 

Quando se trata dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, o problema é infinitamente maior. Apesar de a Constituição prever poderes independentes, mas, “harmônicos”, o coletivo inexiste. Portanto, as boas parcerias costumam não se consolidar, em prejuízo geral das medidas benéficas que poderiam produzir. Felizmente, há exceções que precisam ser reconhecidas. E festejadas. É o caso do projeto de Lei do Plano Municipal de Segurança de Mogi das Cruzes, enviado pela Prefeitura à Câmara Municipal, que deve ser aprovado ainda neste ano. Virando lei, deixa de depender de quem ocupa os cargos de comando. Torna-se política pública para nortear as ações das futuras administrações municipais.

O projeto materializa o significado de trabalho coletivo que visa o bem comum. Diga-se de passagem, numa das áreas de maior demanda dos poderes constituídos, que é a segurança da população e dos bens patrimoniais públicos e privados. É fruto de uma longa jornada de muito fôlego e plena dedicação, empreendida pelas autoridades estaduais e municipais, com o fundamental carimbo do coletivo. 

A importância da inédita ação coletiva foi sintetizada nas oportunas e sábias palavras do subprocurador geral de Justiça de Políticas Criminais e Institucionais do Estado, Mario Luiz Sarrubbo. Segundo ele, a organização e participação de toda a sociedade em um trabalho conjunto é o melhor caminho para prevenir e combater a criminalidade. O programa de integração entre as polícias Civil e Militar, o Ministério Público (MP) Estadual e a Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes, que gerou o Plano Municipal de Segurança, será modelo para outros municípios paulistas.

Se os bandidos se juntam para instituir e disseminar o crime organizado, a sociedade precisa se armar da mesma forma. Ou seja, se unir depositando todos os esforços e conhecimento num trabalho integrado entre a Prefeitura, o MP, as polícias e a comunidade para frear as organizações criminosas. Atuando cada um em seu quadrado, as informações são isoladas e de domínio exclusivo de cada ente. Todo mundo faz o que pode, mas não compartilha, não soma. E, sem o intercâmbio, morre na praia. O plano proposto muda tudo. Estabelece que as ações sejam conjugadas. A própria matemática responde: a soma de dados positivos aumenta o resultado final. 

O Plano Municipal de Segurança Pública tem quatro partes. A primeira apresenta os órgãos que participam do Sistema de Segurança Pública e indica a responsabilidade de cada um. Em seguida, vêm os princípios, compromissos assumidos e metas de cada um dos órgãos participantes. Por fim, há o detalhamento da atuação das entidades envolvidas e a conclusão. O documento também traz os endereços e telefones das estruturas de segurança pública existentes na Cidade. 

O plano representa a etapa mais recente de um trabalho proveniente de ação integrada. Além do Conselho Municipal de Segurança da Cidade, já em funcionamento, está em análise na Câmara o Fundo Municipal de Segurança. Registro aqui importantes contribuições feitas pelo meu filho, vereador Juliano Abe (PSD) – também vice-prefeito eleito –, para aprimorar o documento. Em seu parecer na Comissão de Justiça e Redação, ele faz uma emenda modificativa ao texto para sugerir o acréscimo das palavras “uniformes”, “viaturas” e “sistema de comunicação”. O material original só previa aquisição de equipamentos em geral para as forças da segurança pública, incluindo a Guarda Municipal. O objetivo é que as compras não ocorram de maneira genérica. 

Outra intervenção de Juliano permite ao fundo arcar com eventuais gastos de aquisição, construção, reforma ou ampliação de imóveis destinados ao uso de forças de segurança pública. Há ainda emenda aditiva para prever a entrada de outras receitas como, por exemplo, de recursos financeiros de multas pecuniárias decorrentes de infrações administrativas.

A terceira emenda aditiva de Juliano inclui a previsão de eventuais recursos provenientes de medidas de mitigação ou compensação, originados de processos de aprovação de empreendimentos sujeitos à apresentação de Estudo de Impacto de Vizinhança. Como se vê, a atuação conjunta só enriquece o resultado final. 

Enquanto cidadão e, principalmente, como gestor público sei o quanto é importante o trabalho coletivo. Parabenizo todos que pensam e agem assim, invocando sempre a imprescindível participação popular. Trago do berço, das escolas, das associações, cooperativas, sindicatos e da minha própria história de vida, a lição de que nossa existência em sociedade vale a pena à medida em que lutamos para priorizar e fazer prevalecer os sentimentos de companheirismo, solidariedade e coletividade. Sou entusiasta e contumaz defensor do coletivo. Tenho plena convicção de que este é o principal instrumento para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna.

Junji Abe é líder rural, foi deputado federal pelo PSD-SP (fev/2011-jan/2015) e prefeito de Mogi das Cruzes (2001-2008)

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Tite, Temer e o Brasil

Nem todos gostam de esportes. E é muito legal que seja assim, porque a diversidade é obra divina. Mesmo no futebol, as reações dos torcedores vão de indiferentes, discretas, moderadas e fanáticas até radicais, impulsionadas pela paixão. Assim agem as torcidas de corinthianos, sãopaulinos, palmeirenses, santistas, flamenguistas, vascaínos, gremistas, colorados, cearenses, galistas, cruzeirenses e baianos, entre centenas de times gloriosos de norte a sul do Brasil. Quando se trata de seleção brasileira, mesmo as pessoas sem afinidade, costumam torcer, contagiadas pelo amor à Pátria.
Somos um país com fonte inigualável de atletas que nascem predestinados ao sucesso. Como esquecer os saudosos Leônidas, Zizinho, Baltazar, Julinho, Oberdan, Nilton Santos, Sócrates e Carlos Alberto (Capita), entre outros? Há também os admiráveis Bellini, Zito, Gerson, Zico, Jairzinho, Ronaldo, Ronaldinho, Kaká e o monstro sagrado Pelé que simboliza a riqueza futebolística brasileira. Faz sentido sermos pentacampeões do mundo e continuarmos essa vitoriosa caminhada. Temos o principal produto, a riqueza inesgotável de jogadores que só precisam de aprimoramento e comando. Porém, ciclicamente, entramos em parafuso. A última conquista, o penta, se deu em 2002. De lá para cá, só decepções até chegar ao ápice de sermos desclassificados na Copa do Mundo de 2014, em pleno Estádio do Maracanã, na nossa casa. E pior, humilhados com uma derrota fragorosa de 7 a 1 para Alemanha. É uma ferida que cicatrizará, mas jamais será esquecida.  
Creio mesmo que Deus seja brasileiro. Somos uma potência incomparável em dimensão territorial, clima, recursos hídricos, minerais, vegetais e animais. Estamos livres de terremotos, maremotos, tsunamis, tufões e vulcões. Há gente ordeira, fraterna e obreira que superou inimagináveis dificuldades da era escravagista. E, orgulhosamente, constituiu uma sociedade multirracial e multicultural. Apesar da desigualdade social, isso é maravilhoso! Ocorre que vivemos o mesmo parafuso enfrentado pela seleção canarinho de futebol. A crise econômica já resulta em 12 milhões de desempregados, associada a um mar de corrupção sem precedentes.
A história nos ensina que, enquanto sociedade, vivemos tempos de prosperidade e de colapso em todos os setores. Seja no futebol, seja na Nação. Porém, dadas as potencialidades nacionais, as crises deveriam ser breves e suaves. Jamais, duradouras e dramáticas. Cristalinamente, nos dois casos, as crises originam-se da péssima gestão: sem renovação, ineficiente, irresponsável, insensível, manipulada, antiética e imoral, somente visando os interesses individuais, grupais, políticos, partidários e ainda, por incrível que pareça, com grande dose de vaidade e populismo. Em grande parte, o problema se agiganta pela ausência do povo no acompanhamento da gestão.
Infelizmente, no Brasil, a mudança para superar crises só começa em última instância, diante da absoluta necessidade, que leva o povo às ruas. Mas, segundo os ditados, “antes tarde do que nunca” e “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, estamos no limiar de transformações extremamente reais e positivas.
Vejamos o futebol. Há cartolas corruptos presos ou prestes a ajustar contas com a Justiça, como o ex-presidente e atual comandante da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin (ex-governador paulista), e Marco Polo Del Nero. Após a desastrosa era Felipão e o ineficiente comando técnico de Dunga, com a seleção ameaçada de exclusão da Copa 2018, na Rússia, eis que, finalmente, vem a luz: Adenor Leonardo Bacchia, o conhecidíssimo Tite, chega para dirigir a seleção.
Líder carismático, determinado, dedicado, humilde e profundo conhecedor do assunto, Tite revoluciona a imagem e o rumo do futebol nacional. Emérito esportista, professor de educação física, transformou-se com justiça em unanimidade nacional. Desde que assumiu, em 20 de junho último, foram seis jogos e seis vitórias. O Brasil saiu da lanterna e foi para o 1º lugar. Faltando ainda quatro jogos, só precisa de um empate para a classificação na Copa do Mundo 2018.
Esse gaúcho de 55 anos, nascido em Caxias do Sul, ralou muito para chegar à posição de técnico vencedor. Lutou, trabalhou, estudou e continua, conforme suas palavras, aprendendo e aprimorando a difícil atividade de técnico de futebol. Além de extraordinário conhecimento técnico, determinação e humildade, Tite domina a tarefa mais complexa que é o relacionamento humano. Sincero e transparente, sabe se colocar diante dos cartolas e, principalmente, junto aos jogadores. Conduz o processo com maestria. É sensível à diversidade e individualidade de cada ser humano. Motiva a equipe para ser a representante máxima da população e da Pátria, por meio do futebol.
"Não à toa, o povo diz que 'o campeão voltou' e,
como nunca, ovaciona: 'Tite, Tite, Tite!'"
Embora tenhamos gênios da bola, como o excepcional Neymar, Tite constrói uma seleção não dependente de um guerreiro.  Aplica o simples “Um por todos e todos por um”, cultivando verdadeiros mosqueteiros que primam pelo jogo coletivo e solidário em todos os sentidos. O técnico enaltece o desempenho e a importância de cada membro da sua comissão técnica. Sem vaidade, com sincera e espontânea demonstração de senso coletivo, divide os louros das vitórias. Essa tem sido sua postura nas seis incontestáveis vitórias. Resgatou a alegria, a paixão, o amor e orgulho de sermos novamente os magos da bola. Não à toa, o povo diz que “o campeão voltou” e, como nunca, ovaciona: “Tite, Tite, Tite!”
Guardadas as proporções, pode-se comparar a situação do quadro futebolístico com os campos público e privado da Nação. Embora tênue, vislumbra-se uma luz no fundo do túnel.  Com a Operação Lava Jato, dezenas de governantes, políticos, empresários e doleiros são presos. Entre outros, José Dirceu, Eduardo Cunha, Garotinho, Sergio Cabral, Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro. Numa ação destemida do juiz federal Sérgio Moro e apoio total do Ministério Público Federal e da Polícia Federal efetiva-se uma limpeza das atividades ilegais. As pedaladas fiscais levam ao impeachment da presidente Dilma Rousseff e a consequente posse de Michel Temer. Apesar de incontáveis dificuldades advindas do carcomido e arcaico sistema político-partidário e administrativo, ele trabalha pela superação da grave crise.

É profundamente difícil o momento em que vivemos. Mas, creio que com  compreensão, solidariedade, união e efetiva participação do povo, haveremos de resgatar a esperança e o bem-estar a que temos direito. Oremos para que personalidades responsáveis e eficientes, como o nosso Tite, sejam implacáveis na aplicação de políticas públicas pautadas pela austeridade, responsabilidade, civismo e amor ao Brasil e a nossa gente. Que trabalhem intensamente para recolocar o País nos eixos da prosperidade. Sem vaidades nem idolatria. Apenas com competência, sensibilidade e dedicação. Assim, quem sabe, como no futebol, voltemos a ovacionar não alguém, mas o nosso Brasil.
Junji Abe é líder rural, foi deputado federal pelo PSD-SP (fev/2011-jan/2015) e prefeito de Mogi das Cruzes (2001-2008)
                  
Crédito da foto: Jovino Souza